Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

her (2013)

 

"I am actually dating my operative system"
"Are you falling in love with her?"
"I guess... does that make me a freak?"
"No, I think that's... no... I think anybody who falls in love is a freak"

 

creio que por mais que filmes como American Hustle ou Wolf of Wall Street (falarei deles em breve) sejam bons filmes, sobretudo na componente de entretenimento, se saltarmos uma ou décadas para a frente, Her, de spike jonze, não vai ser o filme mais premiado de 2013, mas vai ser, sem dúvida, um dos filmes da rara mão cheia que verdadeiramente fica. não é daqueles filmes a que se vai recorrer para preencher programação ao domingo à tarde, mas aposto que vai criar o seu culto, na onda dos Donnie Darkos ou Eternal Sunshine of the Spotless Minds desta vida. Her é um filme delicioso da concepção (brilhante argumento de spike jonze, mesmo sem a "ajuda" das duas mãos do não menos brilhante charlie kaufman) à execução (é notável como é possível que joaquin phoenix não esteja nomeado para o oscar de melhor actor), apresentando uma distopia que tem tanto de deliciosa como de assustadora, num futuro que não será tão distante como se possa pensar. james barrat, no seu livro "Our Final Invention: Artificial Intelligence and the End of the Human Era" prevê que possa faltar apenas cerca de uma década para que a inteligência artifical ultrapasse a inteligência humana. tudo isto faz de Her uma metáfora melancólica menos metafórica do que possa parecer. scarlett johansson tem um dos seus melhores papéis até hoje (sem aparecer um segundo no filme). em jeito de nota de rodapé, achei muito engraçado o paralelismo feito pelo sam van hallgren entre alguns pontos deste filme e Lost In Translation, o que mostra que o amor entre as pessoas tem tanto de partilha física como intelectual (a ironia da "coisa" é isso ter bastante a ver com este filme). em resumo, Her é um filme brilhante, digno de ser visto várias vezes, e se não saírem da sala de cinema a perguntar "quem somos, de onde vimos e para onde vamos?" talvez seja boa altura para repensar os vossos níveis de introspecção, ou, como se diz em linguagem moderna, actualizar o sistema operativo.


publicado por menospipocas às 16:16
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