Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013

zero dark thirty (2012)




a polémica em torno de algumas das cenas de Zero Dark Thirty é um tema absolutamente válido, mas que tem pouco a ver com a obra cinematográfica em si, e daí não vou entrar nessa discussão neste espaço. como filme, Zero Dark Thirty roça a perfeição no seu género. a dupla kathryn bigelow / mark boal volta, depois de Hurt Locker, a mostrar uma vez mais o seu brilhantismo na tarefa de pegar em factos históricos recentes e pô-los em cena como se de um semi-documentário se tratasse. nessa fronteira entre realidade e ficção com largas doses de realidade é notável o ritmo do filme, a qualidade do argumento e a densidade das personagens, sobretudo da principal, maya, interpretada por uma jessica chastain sobre a qual já há pouco mais a dizer, uma vez que enche o ecrã de uma forma ímpar e depois de um 2012 em que participou em vários filmes de qualidade irrepreensível, entra 2013 com esta prestação digna de globos e óscares, quer o último chegue quer não. prémios à parte, Zero Dark Thirty é um filme que merece ser visto, e sobretudo pensado.

publicado por menospipocas às 18:00
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Domingo, 13 de Janeiro de 2013

liberal arts (2012)





custa-me sempre ver a crítica cair em cima de filmes leves que o são proposidatamente leves, pelo menos na capa com que aparecem. Liberal Arts é isso mesmo, um filme leve, mas de uma densidade honesta, com um enredo pseudo-romântico que pretende ir além disso e transmitir uma mensagem um pouco mais filosófica sobre a importância da educação (pessoal e da sociedade) e das idiossincrasias do amor. é esse o objectivo de josh radnor (que escreve o guião, realiza e interpreta o papel masculino principal) e, quanto a mim, consegue perfeitamente cumprir essa proposta. sendo muito difícil para qualquer fiel seguidor de How I Met Your Mother separar josh radnor da sua personagem ted mosby, é de louvar o esforço do actor para não cair numa cópia exacta da sua personagem nessa série televisiva, o que até seria fácil, dado o carácter romântico da história. registo ainda elizabeth olsen, que, depois da fantástica prestação em Martha Marcy May Marlene, prova aqui uma vez mais, através da sua versatilidade, o quão promissor é o seu futuro em hollywood.

publicado por menospipocas às 10:00
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013

vertigo (1958)

 

 

 

 

 

 

a recente eleição de Vertigo como o melhor filme de sempre (na já bastante discutida votação a cada dez anos da revista britânica Sight and Sound), se mais não for, teve o condão de trazer este fantástico filme de alfred hitchcock  de novo à ribalta e até à exibição. a sua última edição, numa versão digital, com notável recuperação e afinação de som e imagem da película original, está actualmente em exibição em várias salas de cinema mundo fora. O que é sempre de aplaudir, uma vez que, por mais alta que seja a definição dos modernos televisores, não há melhor forma de ver e julgar um filme do que vê-lo no grande ecrã. embora, para os meus gostos, filmes como Psycho ou Rear Window sejam até obras melhores do mestre alfred, Vertigo não deixa de ser, de facto, um dos melhores filmes de sempre, pelo argumento, pela técnica inovadora utilizada, e pela mágica expressão do suspense, usada por um dos seus melhores domadores. uma história aparentemente simples nasce na reforma precoce de um detective policial (interpretado por james stewart) motivado por um grave problema de vertigem. segue-se o pedido de um amigo do detective para que este lhe faça o favor de seguir a sua mulher (kim novak), aparentemente afectada por problemas psiquiátricos, tudo apontando para algo do foro esquizofrénico, com influência da sua história pessoal e familiar. este é o ponto de partida para um filme que testa a inteligência, a atenção, e sobretudo a criatividade e perspicácia do espectador, guardando para o final o habitual twist hitchcockiano que torna todos os seus filmes deliciosos. este é um daqueles filmes que todos deviam ver anter de morrer. pelo menos duas vezes. 


publicado por menospipocas às 19:00
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formas alternativas de ver cinema

 

breve pausa nas minhas verborreias sobre filmes individuais para vos publicitar este artigo que escrevi para o Filmspot sobre as novas formas de ver cinema, tendo em conta a oferta existente no panorama audio-visual norte-americano.

 

o artigo pode ser sido lido aqui.

 

recomendo-vos o Filmspot como uma excelente referência, sendo um dos melhores sites portugueses para se manterem actualizados sobre as novidades da indústria cinematográfica e temas associados.


publicado por menospipocas às 12:00
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